No teu ventre me geraste
Imaginando que fruto sairia do amor.
Idealizas-te os meus olhos,
A cor do meu cabelo
A suavidade da minha pele,
E até as linhas do meu rosto,
Do meu sorriso e das minhas mãos.
Mas, como hoje sabes,
A vida nem sempre é o que sonhamos,
Eu cresci e hoje sou mulher!
Talvez não como me idealizaste, Mãe!
Mas com a certeza de que tudo fizeste
Para que encontrasse o meu caminho.
Construíste-me as asas
Para que com elas pudesse voar
(E eu vou voar Mãe...)
Mas, como as andorinhas que voltam na Primavera
Eu voltarei para o teu regaço!
Sandra Luísa